Cultura da Polarização | UP Church
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Cultura da Polarização

Cultura da Polarização

Porque a nossa luta não é contra carne nem sangue…

O encontro diário com o embate.

Difícil eu ler uma revista hoje em dia, e as vezes quando viajo pego a revista da companhia pra folhear, pra mim nada mais é que um momento de distração. Nesse dia logo de cara me desanimei ao abrir a revista, pois a capa carregava o único e exclusivo tópico de hoje em dia: a “polarização” ou em termos mais simples: as divergências entre duas partes.

Sério eu nem abri a revista e de repente a reportagem era ótima, sei lá, não é pessoal! Mas a pessoa em questão estava defendendo o feminismo e discursando sobre questões raciais. O ponto é que hoje todo mundo quer defender sua perspectiva ideológica, até aí nenhum problema.

Nossos pontos de vistas, opiniões, crenças são fundamentais para nos fazer quem somos. O problema está no “como” essa defesa tem sido feita. E hoje, aquilo que seria apenas uma postura de vida se tornou uma batalha, um embate ideológico que é feito popularmente através da mídias sociais e dos canais de comunicação da internet.

É óbvio que eu como um cristão confesso, creio nos valores daquilo que professo, entende-se: a boa e infalível Bíblia [2 Timóteo 3.16]. Entretanto não levo minha crença para um extremo nem outro, mas para o centro da minha própria vida, não me comporto como se todos estivessem errados e eu certo. Defendo meus valores junto aqueles que Deus colocou ao meu redor, afinal, são esses meu círculo de influência [João 17.9].

Quando tento ampliar isso para a mídia, só faço daqueles distantes e que não me conhecem pessoalmente, combatentes de uma guerra virtual. Vejo evangélicos criticando católicos, ateus criticando crentes, homossexuais combatendo heteros, defensores da família criticando extremistas, artistas falando daquilo que não cabe a classe, defendendo uma “tal de arte” e assim tem caminhado a humanidade, em guerra.

É guerra!

E sem delongas, quando é que alguma rede de televisão e seus colaboradores tiveram alguma influência na vida de um cristão que genuinamente ama Jesus?

Se nos posicionamos em relação aquilo que contradiz nossos valores e princípios apenas quando é publicamente declarado, talvez não estejamos preparados para uma guerra que é invisível. Uma guerra que acontece em primeiro lugar dentro de nós.

Se o problema declarado da humanidade pelas Escrituras está na queda de Adão, como homens e mulheres de Deus devemos lutar para que menos “Adãos caídos” estejam no mundo e cooperar com Jesus para que mais Cristos ressurretos surjam por aqui.

Aprendi que Jesus se apresenta a quem Ele quer, e depois de feito amigos, se apresenta também através de seus amigos. E só é possível apresentar alguém que se conhece, e só se conhece alguém através de um relacionamento genuíno. Percebe que não é em combater as atitudes alheias, mas em se tornar um exemplo vivo da existência da Divindade, aqui na terra?

A verdadeira batalha: contra nós mesmos.

Creio que a família é o plano de Deus e ponto: Adão + Eva = Caim e Abel. A questão é que não vou me polarizar da sociedade em geral porque creio nesse princípio e outros não. Afinal só conheço o princípio porque me foi revelado por Deus, não foi obra minha [Mateus 16.17].

É possível que veremos alguma guerra militar ainda, de repente o presidente americano e o norte coreano não se entenderão por esses dias, e digo, é apenas provável. No entanto a guerra social, ideológica, religiosa, midiática, já está acontecendo todos os dias, debaixo de nossos olhos, através dos nossos próprios dedos e smartphones. Se o motivo de Jesus sempre foi dar vida e não condenar, por que os homens condenam tanto hoje? Se a misericórdia triunfa sobre o juízo, por que tanto julgamento [Tiago 2.13].

Deus me livre dessa guerra na terra, contra homens. Vejo ainda nos meus membros uma lei que se opõe a lei pura e santa de Deus e é nessa guerra que estou metido.

A nossa guerra não é uns contra os outros, mas contra os influenciadores do mundo espiritual [Efésios 6.12].

E termino citando Jesus, depois de preso, sendo julgado injustamente disse: “O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas agora o meu Reino não é daqui”. [Joao 18.36]

Eu quero amar mais, claro, como Jesus amou e ainda hoje ama. ?

 

Guilherme Lima

Espalhe o amor!
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